O Segredo dos Semitas: O Que a Bíblia e a História Revelam Sobre Israel, Jesus e a Origem de um Conflito de Sangue
Mistérios Religiosos
O Segredo dos Semitas
Que uma Bíblia e uma História revelada sobre Israel, Jesus e uma origem de um conflito de sangue que divide o mundo até hoje
Sinopse Esta premiada obra de James L Gelvin narra o intenso conflito gerado pela disputa histórica religiosa pelo território da chamada Terra Santa que perdura há mais de um século produzido uma tensão constante entre israelenses e palestinos.
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A Visão de Jesus nos Evangelhos
Ao contrário do que uma tradição popular costuma imaginar, uma postura de Jesus em relação à instituição política de Israel, registrada nos quatro Evangelhos, éestrita crítica. Longe de exaltar o Estado ou celebrando o poder territorial do povo hebraico, o Nazareno concentrado sua mensagem em algo muito mais profundo e perturbador para como autoridades da época.
Sua ênfase não era uma glorificação de nenhuma nação ou linhagem, mas adenúncia veementecontra aqueles que rejeitaram e perseguiam os enviados de Deus: os profetas, os mensageiros e, por fim, o próprio Filho.
"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que foram enviados... Eis que uma vossa casa ficará deserta."
Mateus 23:37–38Essas palavras, proferidas direção sobre uma cidade sagrada, não soam como como palavras de quem endossa um projeto de supremacia territorial. Soam como o lamento de um profeta diante da cegueira de seu próprio povo.
O Alerta Constante dos Profetas
ÓVelho Testamento, longe de ser um registro triunfalista do povo eleito, é repleto dedenúncias proféticascontra o próprio Israel. Isaías, Jeremias, Ezequiel e Amós voltaram suas vozes incansavelmente contra a apostasia, uma injustiça social e uma hipocrisia religiosa do povo.
Ídolos de madeira, pedra e ouro. Idolatria aberta e facilidade identificável pelos próprios sacerdotes.
Culto ao Templo, veneração cega da Torá, sacerdotalismo e ritos vazios de conteúdo espiritual genuíno.
Os profetas denunciavam que Israel havia se tornado pior do que os próprios pagãos que habitavam uma terra antes de — não pela idolatria visível, mas pela hipocrisia religiosa camuflada de desenvolvimento.
Após o cativo na Babilônia, uma idolatria grosseira foi substituída por algo mais sutil: uma adoração dainstituição religiosa em si. O Templo tornou-se um fim, não um meio. A Torá, um troféu de identidade, não uma guia de vida interior.
Um Raiz da Palavra "Semita"
Hoje, o termoantissemitismoé utilizado quase exclusivo em referência à hostilidade contra os judeus. Sem entanto, uma origem histórica e bíblica da palavra revela uma realidade muito mais ampla e frequente ignorada sem debate público.
Uma palavrasemitaderiva direção do nomeSem, um dos filhos de Noé. Da linhagem de Sem descende Abraão, pai de duas nações que ainda hoje habitam o mesmo território.
Pai do semitismo árabe e palestino
Pai dos israelitas, judeus e hebreus
Portanto, do ponto de vista bíblico e histórico, qualquer hostilidade dirigida a povos árabes ou palestinos seria também uma forma de antissemitismo — embora essa conclusão raração apareça no debate político moderno.
Irmãos de Sangue e DNA
Árabes, palestinos e judeus não são apenas vizinhos geográficos: são, literalmente,pais de Sangue. Compartilham o mesmo ancestral, o mesmo pai mítico e, conforme demonstram estudos genéticos modernos, os mesmos haplogrupos de DNA.
O ponto de vista genético
Estudos de DNA mostram que populações judaicas e árabes do Oriente Médio compartilham uma ancestralidade extraordinária próxima, diferindo claro de outras populações do globo.
O ponto de vista histórico
A tradição bíblica é clara: Ismael e Isaque são meios-irmãos. Um mesmo pai, duas mães, duas nações — mas a mesma raiz genealógica, inquestionável do ponto de vista textual.
O que vem hoje não é apenas uma guerra territorial. Do ponto de vista genético e histórico, trata-se de um conflito fratricida: irmãos matando irmãos. É uma ideologia política e o desejo de supremacia que obscurecem o laço de sangue.
A Grande Dispersão e 18 Séculos de Coexistência
Para compreender o conflito atual, é indispensável entender a demografia histórica da região. Não, não70 dc., após uma insurreição judaica fracassada contra o Império Romano, como tropas dos generais Tito e Vespasiano devastaram Jerusalém e destruíram o Segundo Templo.
O que se seguiu foi grandeDiáspora: a dispersão do povo judeu por todo o mundo mediterrâneo e além. Ao longo dos séculos seguintes, comunidades judaicas se estabeleceram e prosperaram em dezenas de nações.
Do ano 70 d.C. até 1947, judeus, árabes e palestinos viveram na mesma terra em convívioabsolutamente pacífico, independente do império que governou uma região.
Sob o Império Romano e Bizantino, judeus, cristãos e pagãos habitavam como mesmas cidades e mercados da região em convivência multifacetada.
Sob o Domínio Islâmico, os Califados preservaram comunidades judaicas e cristãs com status dedhimmi, garantindo proteção e convivência em relativa paz.
Sob o Império Turco-Otomano, judeus, árabes e cristãos habitavam como mesmas cidades e bazares sem conflito estrutural, compartilhando cultura e comércio.
Ó Trauma, o Sionismo e 1947
Óimpacto avassalador da Segunda Guerra Mundial e o genocídio praticado pelo nazismo promoveram uma transformação profunda na psique coletiva do povo judeu. Seis milhões de vidas extintas. Culturas inteiras apagadas. Famílias destruídas em questão de anos.
Desse trauma colossal, oMovimento Sionista— já existente desde o final do século XIX, mas enormemente fortalecido pelo horror do Holocausto — ganhou urgência existencial. O clamor por um lar seguro e soberano tornado-se a prioridade de uma geração inteira de sobreviventes.
Após a guerra, nenhum dos paises Aliados se dispôs a um acolher adequado a massa de sobreviventes do Holocausto.
Sem opções, milhares atravessaram o Mediterrâneo em navios lotados, como refugiados desesperados em ônibus de um lar.
O retorno maciço sob o estandarte de um novo Estado político em 1947 cerrou os séculos de convivência pacífica na região.
Uma tragédia maior é que o trauma real e legítimo de um povo gerou, como consequência histórica, o trauma de outro povo igual semita. ANakba, a catástrofe palestina de 1948, deslocou centenas de milhares de pessoas que viviam naquela terra há gerações.
A Instituição versus o Evangelho
Um dos aspectos mais reveladores destem estudo é uma separação necessária entre oJesus dos Evangelhose a forma como o cristianismo moderno frequente se posiciona em relação ao conflito do Oriente Médio. Há uma distância consideravel entre o que Jesus ensinou e o que muitas instituições religiosas hoje defendem em seu nome.
Uma instituição de ilusão
A busca por territórios benditos e supremacia espiritual sobre outros povos, frequência justificada com passagens bíblicas retratadas de contexto e instrumentalizadas política.
A ekklesia verdade
"Ekklesia" era uma palavra greco-romana que significava, simplesmente, uma reunião civil e pública. Jesus propôs uma congregação de pessoas unidas por amor, não um Estado militarizado.
Uma apropriação do nome de Deus para justificar o derramamento do sangue de irmãos de linhagem é, segundo o próprio Jesus dos Evangelhos, um maior corrupção possível do Evangelho.
O conflito que observamentos não contra legitimação no ensino original de Jesus. Ao contrário, é exatamento o tipo de dinâmica que Ele denunciou ao longo de todo o seu ministério: lideres religiosos usando o nome de Deus como escudo para interesses políticos e territoriais.
Aprofunde seus conhecimentos
Este é apenas o começo. Os mistérios religiosos que moldam uma história do mundo são mais profundos e perturbadores do que nos ensinaram.

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